31/10/08

Cidadão jornalista


O cidadão jornalista está a revolucionar o mercado dos media. O que deverão os técnicos de comunicação fazer perante esta nova realidade? Será um entrave ou oportunidade para a prossecução dos objectivos destes profissionais? Eu acredito que é algo com que temos de conviver e, muito sinceramente, acredito que seja uma oportunidade para quem actua nesta área.

Já não existe nenhum meio de comunicação social que não dispense a colaboração dos cidadãos. Esta é uma tendência que veio para ficar. Os media viveram muito tempo afastados das pessoas e do mundo real. Agora tentam a todo o custo uma aproximação das pessoas, dos seus gostos e preferências, permitindo e estimulando a participação das pessoas nos seus conteúdos, nas mais diversas formas.

O advento das novas tecnologias digitais de fotografia e vídeo, catapultadas pelas páginas de internet pessoais, ditou uma viragem na imprensa e nos media em geral. Recordemos por exemplo as imagens do Tsunami, os atentados em Londres, ou as mais recentes cheias em Lisboa.

É fundamental para nós, consultores de comunicação, criarmos estratégias que envolvam os cidadãos. Não se trata de uma opção. É uma questão de nos adaptarmos a esta nova realidade incontornável e potenciarmos as nossas estratégias de comunicação. O grande desafio será o de saber envolver os cidadãos de forma positiva e transparente e transpô-lo para os meios de comunicação social.

2 comentários:

CJT disse...

Não posso estar mais de acordo.
Logo após a interactividade 2.0, o jornalismo cidadão é a nova forma de disseminação, sem regras aparentes e com possibilidade de opinion making.
Mas... como lidar com isso?

Renato Póvoas disse...

Penso que não existem receitas a priori. Cada caso é um caso e tudo depende das circunstâncias do momento. Como referi, acredito que esta nova realidade é um desafio, mas que, como qualquer desafio, poderá ser superado da melhor forma com ganhos mediáticos para a nossa empresa ou cliente. A chave para tudo isto será, na minha opinião, fazer uma interpretação real e transversal do contexto actual, sendo fulcral estar na posse de todos os elementos, para depois implementar a estratégia que consideramos ser a mais acertada.